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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Meme de 31 Dias: Dia 14 - Um livro não ficcional


Eu quase não leio livros de não ficção, mas um que li há alguns anos e me impressionou bastante foi Por um Fio, do Drauzio Varella.

Nesse livro, ele conta da sua experiência com pacientes terminas e suas famílias, além de sua própria experiência com o câncer do irmão, que também era um médico renomado. É emocionante, chorei váááárias vezes!!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Meme de 31 Dias: Dia 13 - Um livro de ficção


Tá difícil de eu terminar este meme né? Já se passaram alguns meses e eu ainda estou no dia 13! Mas tudo bem, vamos continuar!

Um livro de ficção... vou falar do primeiro livro de "adulto" que eu li, quando tinha uns 10 pra 11 anos... Foi a série As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley.

Bom, quem me indicou o livro foi uma moça que trabalhava na casa do meu pai. Ela tinha lido quando fez o ensino médio e adorado! Ela comentou comigo porque um dia viu os livros na estante do meu pai. Bom, fiquei curiosa e resolvi ler.

Confesso que fiquei chocada em certas passagens, porque o livro tem uns trechos bem eróticos, e eu era só uma menina (mas lógico que adorei hahaha). Lembro que viajei de férias e já estava lendo o primeiro livro, daí levei o segundo. Eu estava gostando tanto que acabei o primeiro, acabei o segundo e ainda sobrou uma semana de férias sem nada pra ler!

Mas isso tem muitos anos... eu até quero reler o livro pra ver se é tão bom assim mesmo hahaha. Recentemente comprei os 4 livros (essa edição que vocês veem na foto) por R$ 39,90 no Submarino, um achado! Estão lá na fila para serem lidos! =)

(créditos da foto: Dana Box)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Meme de 31 Dias: Dia 12 - Um conto


O conto que escolhi foi meu pai que escreveu. É baseado em fatos reais, uma história dele e do meu irmão, e sempre me faz sorrir =)

Troca

O dia se prenuncia ensolarado. Vai dar praia. Estou tomando café, enquanto leio o conto “O sentido da vida”, de Moacyr Scliar. Meu filho Marcelo desce as escadas e senta à mesa comigo. Ele é meio avesso à leitura, mas mesmo assim, não desisto nunca de provocá-lo.
-- Marcelo, quero ler um conto para você, posso?
-- Ah, pai, agora não.
-- Ora Marcelo, é rápido... e não dói.
-- Ah não, pai.
-- Vamos..., deixe..., você vai gostar, insisto.
-- Está bem, mas só se depois você jogar videogame comigo, ele disse.
Concordei e reiniciei a leitura do conto “O Sentido da Vida”, desta vez em voz alta.
-- “Era uma vida de sobressaltos e emoções, a nossa...”
Terminei a leitura e perguntei:
-- E aí, filho, gostou?
-- Ah, mais ou menos, disse ele. -- Agora vamos jogar, completou.
-- Está bem, deixe-me terminar o café e já vou.
Trato é trato, tenho que cumprir minha parte, pensei.
Marcelo preparou o videogame. Era um jogo de luta. Socos, pontapés, pulos, avanços, recuos. Meus dedos doíam de tanto apertar os botões do controle. Perdi a maioria dos rounds, embora tenha ganhado um ou dois.
-- Agora chega, eu disse.
-- Ah, pai, vamos continuar, Marcelo falou.
-- Não, eu disse -- só se eu ler mais um conto para você.
-- Por que primeiro tenho que ouvir o conto e só depois jogar? Por que não pode ser o contrário? Primeiro jogamos, depois você lê o conto -- ele disse.
Não tive como não concordar. O revezamento era justo.
-- Está bem, vamos lá. O que vai ser agora? -- perguntei.
-- Agora vai ser uma corrida de carro, ele falou.
Começamos o jogo. Conduzi o meu Corvette com muita dificuldade. Batidas, capotagens, saídas da estrada. Cinco minutos, dez minutos se passaram.
-- Agora chega, Marcelo, meus dedos estão doendo. Quero parar, eu disse.
-- Ah, muito engraçado, não é pai? Se dói os teus dedos quando você joga, dói o meu cérebro quando você lê para mim. Jogue direito. Se você fingir que joga, também vou fingir que ouço o seu conto. Não vou prestar atenção, ele disse.
-- Ok, vou me concentrar, falei.
Jogamos mais uns vinte minutos. Consegui melhorar um pouco, mas mesmo assim levei um baile.
-- Muito bem, eu disse, -- agora vamos ao conto.
-- Ah pai, vamos à praia agora, se não vamos perder o melhor da manhã, Marcelo falou.
-- Está bem, concordei, depois continuaremos.
Na volta da praia, fui à biblioteca e peguei um livro de contos de Tchecov. Li para o Marcelo o conto “A brincadeira”. Ele gostou.
Depois jogamos futebol no videogame. Gostei.
Voltei à biblioteca e trouxe o livro “Superbrinquedos duram o verão todo”, de Brian Aldiss. Li Para o Marcelo o conto “Botão de Pausa”. Ele adorou.
Voltamos ao videogame, voltamos aos contos. Jogos de RPG, aventura, tênis, simulador de vôo. Contos de Machado de Assis, Luis Fernando Veríssimo, Edgar Allan Poe, Jorge Luiz Borges. E assim passamos o dia.
No fim das contas, fizemos uma troca. Mas acho que saí perdendo. Marcelo passou a gostar de contos e eu passei a ter menos tempo para ler, pois agora gosto de jogar videogame.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Meme de 31 Dias - Dia 05: Uma citação de alguém


The only way to get rid of temptation is to yield to it.

(A única forma de se livrar de uma tentação é sucumbindo a ela.)
Oscar Wilde

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Meme de 31 Dias - Dia 04: Seu livro favorito

Ai, taí outra tarefa hercúlea! Escolher um livro só? Difícil, hein?

Bom, vou escolher um que li na faculdade de Letras Inglês, adorei, e fez eu começar a acompanhar um dos meus autores favoritos: Trilogia de Nova Iorque, de Paul Auster.


Venho lendo tudo que Paul Auster lança desde então. Acho a escrita dele muito envolvente. Como não sou muito boa pra crítica literária (perdi a prática depois que terminei a faculdade), deixo uma resenha bem legal que encontrei por aí. E também a wikipedia em inglês.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ideias

Tava outro dia procurando ideias pra uma estante de livros e me deparei com isso:


Adorei! Quem quiser me dar de presente, será muito bem-vindo! =)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Admirável Mundo Novo


Estou lendo esse livro (faltam 20 páginas, se tudo der certo termino hoje à noite) e pensando nessas "previsões do futuro" que os escritores faziam e quantas delas se tornaram reais - pelo menos em parte.

No caso específico do Admirável Mundo Novo, as pessoas vivem o famoso "ninguém é de ninguém", ou seja, todo mundo come todo mundo, as mulheres dão pra todos os caras, e isso que é aceito socialmente. Mas não é só isso, também é proibido casar ou ter um relacionamento mais profundo.

Bom, logicamente as coisas não são assim hoje, mas fiquei pensando: o livro foi escrito na década de 30, e nessa época, todos deviam casa virgens, inclusive os homens. Óbvio, isso perante a sociedade, pois sabemos que vários deles perdiam a virgindade em puteiros e nossas vós também não eram santinhas. Imaginem o escândalo que esse livro deve ter sido nessa época com essas ideias "pra frentex".

Mas e hoje? Hoje eu diria que continuamos com uma certa pressão pra casar, mas (pelo menos na sociedade urbanizada) a pressão pra permanecer virgem não existe mais. Pelo contrário, é até desejável que tenhamos algumas experiências sexuais antes do casamento. Eu mesma lembro que comecei a ler Querida e Capricho com mais ou menos 10 anos de idade, e já nessa época (1993) as revistas incentivavam as meninas a ter sua primeira vez ainda na adolescência, se achassem que esse era o momento certo.

Mas, na minha opinião, nunca chegaremos à situação descrita no livro, onde todos pertencem a todos e ninguém é de ninguém. Mas há quem defenda o contrário. =)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Dia dos Namorados


Fiz esse teste no Educar para Crescer e descobri que poema devo enviar a meu amor no Dia dos Namorados! Adorei o resultado =)

O poema ideal para enviar é... No dia em que fazia anos

O amor de vocês tem um quê sofisticado: vocês gostam de arte e música e de discutir assuntos polêmicos, como religião e política. Embora estejam apaixonados e considerem o amor o mais nobre dos sentimentos, não deixam de refletir sobre questões sociais e existenciais. Nos momentos românticos, o céu, o mar e outros elementos da natureza podem inspirar declarações.
O poema ideal para você mandar no Dia dos Namorados é “No Dia Em Que Fazia Anos”, de Gregório de Matos (1636 – 1696). Este poeta do Brasil colonial, representante do movimento Barroco, também era conhecido como Boca do Inferno por suas críticas ferozes à Igreja Católica e à sociedade. Mas não deixava de celebrar o amor, como neste poema.

No dia em que fazia anos

Pois os prados, as aves, as flores
ensinam amores,
carinhos, e afetos:
venham correndo
aos anos felizes,
que hoje festejo:
Porque aplausos de amor, e fortuna
celebrem atentos
as aves cantoras
as flores fragrantes
e os prados amenos.

Pois os dias, as horas, os anos
alegres, e ufanos
dilatam as eras;
Venham depressa
aos anos felizes,
que Amor festeja.
Porque aplausos de amor, e fortuna
celebrem deveras
os anos fecundos,
os dias alegres,
as horas serenas.

Pois o Céu, os Planetas, e Estrelas
com Luzes tão belas
auspiciam as vidas,
venham luzidas
aos anos felizes
que Amor publica.
Porque aplausos de amor, e fortuna
celebrem um dia
a esfera imóvel,
os astros errantes,
e as estrelas fixas.

Pois o fogo, água, terra, e os ventos
são quatro elementos,
que alentam a idade,
venham achar-se
aos anos felizes
que hoje se aplaudem.
Porque aplausos de amor, e fortuna
celebrem constantes
a terra florida,
o fogo abrasado,
o mar furioso,
e as auras suaves.


A obra de Gregório de Matos é de domínio público (www.dominiopublico.gov.br).
Escrito no século 17, este poema não tem data exata de publicação.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Só sei que nada sei

Cara, às vezes eu me sinto um peixe fora d'água em questões espirituais/religiosas. Não é que eu não acredite em nada. Eu acredito, e muita coisa faz sentido pra mim. Mas, como disse um amigo meu uma vez, eu acredito, mas não tenho fé. Porque a fé é a certeza.

Por exemplo, quem é católico MESMO tem que ter certeza de que Jesus ressucitou no terceiro dia. Quem é espírita tem certeza de que existe reencarnação. E eu? Eu acredito em reencarnação. Mas dizer que eu tenho CERTEZA que as coisas acontecem dessa forma? Na-não.

Eu, na minha infindável modéstia (ironia, tá gente? humildade proclamada é a coisa mais arrogante que existe!), me recolho à insignificância do meu ser e do meu saber. Afinal, quem diz que existem 72 virgens aguardando os mártires no céu e quem diz que adão e eva foram expulsos do paraíso não é Deus: são os homens. E, homens que são, são passíveis de erros, de falhas.

Eu não consigo engolir tudo o que falam, e duvido até mesmo das coisas que eu acredito. Em matéria de discussão religiosa (ou seja lá o nome que quiserem dar a isso), eu gosto mesmo é de ser o advogado do diabo (com o perdão do trocadilho!). Mesmo que eu pense igualzinho à outra pessoa, eu questiono, faço ela explicar pq ela pensa tudo aquilo, pq eu realmente não consigo entender como as pessoas podem ter tanta certeza de algo sem nenhuma prova concreta.

Sim, me falta fé. Mas, pelo menos, quando tudo acabar (o mundo, ou o universo, ou a minha vida), te digo que não vou me surpreender com nada que eu encontrar do ladode lá. Afinal, não tendo certeza, eu espero qualquer coisa. Até mesmo o nada.

Pra finalizar, um dos meus poemas preferidos de todos os tempos. (Leia a versão integral aqui)

Há metafísica bastante em não pensar em nada
(Alberto Caeiro)

(...)
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Obama


Não resisti. Li no Caderno de Saramago.

"A Martin Luther King mataram-no. Quarenta mil polícias velam em Washington para que hoje não suceda o mesmo a Barack Obama. Não sucederá, digo, como se na minha mão estivesse o poder de esconjurar as piores desgraças. Seria como matar duas vezes o mesmo sonho. Talvez todos sejamos crentes desta nova fé política que irrompeu em Estados Unidos como um tsunami benévolo que tudo vai levar adiante separando o trigo do joio e a palha do grão, talvez afinal continuemos a acreditar em milagres, em algo que venha de fora para salvar-nos no último instante, entre outras coisas, desse outro tsunami que está arrasando o mundo. Camus dizia que se alguém quisesse ser reconhecido bastar-lhe-ia dizer quem é. Não sou tão optimista, pois, em minha opinião, a maior dificuldade está precisamente na indagação de quem somos, nos modos e nos meios para o alcançar. Porém, fosse por simples casualidade, fosse de caso pensado, Obama, nos seus múltiplos discursos e entrevistas, disse tanto de si mesmo, com tanta convicção e aparente sinceridade, que a todos já nos parece conhecê-lo intimamente e desde sempre. O presidente dos Estados Unidos que hoje toma posse resolverá ou intentará resolver os tremendos problemas que o estão esperando, talvez acerte, talvez não, e algo nas suas insuficiências, que certamente terá, vamos ter de lhe perdoar, porque errar é próprio do homem como por experiência tivemos de aprender à nossa custa. O que não lhe perdoaríamos jamais é que viesse a negar, deturpar ou falsear uma só das palavras que tenha pronunciado ou escrito. Poderá não conseguir levar a paz ao Médio Oriente, por exemplo, mas não lhe permitiremos que cubra o fracasso, se tal se der, com um discurso enganoso. Sabemos tudo de discursos enganosos, senhor presidente, veja lá no que se mete".

O Saramago ainda não escreve pelo novo acordo ortográfico. Por que isso não me surpreende? ;)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Saramago

"Apresentei A Viagem do Elefante em Lisboa e aproveitei para dizer que a minha cabeça anda às voltas com um novo livro. Uff!"

- José Saramago, em seu blog

Eu acho lindo um senhor de 86 anos que mal lançou um livro, já está pensando no próximo. Essa é a característica dos gênios: suas mentes não tiram férias!